O Brasil representa o maior mercado duty free no varejo do setor de viagens da América
do Sul, crescendo anualmente a uma taxa de 30% nos últimos dois anos.
De acordo com as leis brasileiras, o conceito de duty free se aplica à venda de
produtos importados, enquanto o conceito tax-free (livre de impostos) se aplica a outros produtos que
sejam fabricados no país (por exemplo, jóias vendidas pela joalheria brasileira H. Stern). Os passageiros
que chegam ao país podem trazer (i) US$500 em mercadorias compradas no exterior e (ii) US$500 em mercadorias
adquiridas nas lojas do setor de desembarque.
No Brasil, as atraentes margens da venda de mercadorias locais são resultado de
facilidades de fornecimento e do desenvolvimento de linhas exclusivas. Além disso, o governo oferece
descontos nas taxas aeroportuárias quando se vendem produtos brasileiros.
Há uma forte relação entre o perfil de passageiros internacionais no Brasil e a
valor da taxa de câmbio. Por exemplo, quando o Real está valorizado, é provável que os brasileiros viajem
mais para o exterior, levando a um aumento nas atividades de vendas nas lojas duty free dos setores
de desembarque. Da mesma forma, se o Real está desvalorizado, é provável que os brasileiros viajem menos;
no entanto, essa diminuição é normalmente compensada por um aumento nas visitas de turistas internacionais
que, ao deixar o País, são os compradores mais freqüentes nas lojas duty free do setor de embarque.
Ter os dois formatos de lojas duty free tanto de embarque como de desembarque nos aeroportos brasileiros
cria, portanto, uma proteção natural das receitas em caso de flutuações na taxa de câmbio.